Ter um orgasmo durante a relação sexual ainda passa longe da vida de muitas mulheres, quem diria orgasmos múltiplos. O orgasmo feminino, definido pelo ápice de prazer e pela contração vaginal, é por si só mais complexo que o do homem, não tem um padrão, pode ocorrer um único e intenso, vários menores ou as duas situações juntas.
Segundo a urologista e terapeuta sexual Sylvia Faria Marzano, os orgasmos múltiplos são continuações dos picos de prazer com a manutenção da excitação, sem a necessidade de intervalos entre um orgasmo e outro.
Os orgasmos múltiplos não ocorrem nos homens, já que após a ejaculação ocorre neles o chamado período refratário, fenômeno fisiológico que dá o relaxamento necessário para que eles possam reiniciar a atividade sexual.
Apesar dos avançados estudos científicos, ainda não há nenhuma tese ou pesquisa que explique se há alguma predisposição biológica ou emocional da mulher para os orgasmos múltiplos. Aflorada de diversas maneiras, essa sensação varia de mulher para mulher.
“Não existe um só tipo de orgasmo feminino. Cada mulher tem o seu próprio orgasmo. Ela aprende com a idade e com a experiência a vivenciar cada vez mais intensamente o prazer. Algumas mulheres nem conseguem saber se têm orgasmo pelo mito de que deveriam ‘ver estrelas’, ‘ouvir sinos’ ou coisa parecida. São raras as mulheres que têm orgasmos múltiplos, isso faz parte de um aprendizado”, garante a especialista.
0 Desejo
Essa é a primeira Fase Sexual, onde os
instintos são estimulados e os apetites crescem. O desejo e a
sensualidade são experiências subjetivas que incitam a pessoa a buscar
atividade sexual. Em termos cerebrais, há mensagens neurofisiológicas
que motivam a busca por sexo. Esses sinais neurológicos ainda não foram
bem explicados, mas já se fala em uma espécie de Centro de Desejo Sexual
no Cérebro, que seria constituído principalmente por uma pequena região
cerebral denominada Claustro. Nos homens, o estímulo visual é de
extrema importância para iniciar e manter o desejo sexual.
0 Excitação
A segunda Fase do Ciclo Sexual ocorre
quando o corpo passa a responder fisiologicamente frente aos estímulos
que dispararam o desejo sexual. Ou seja, a excitação é a resposta do
corpo ao desejo. No homem, a excitação é demarcada pela ereção (quando o
pênis fica rijo), na mulher, pela lubrificação vaginal. Duas alterações
fisiológicas são as principais protagonistas nesse jogo. A congestão
vascular, que é o aumento da quantidade de sangue superficial e/ou
profunda acumulada em alguns órgãos do aparelho genital e extra genital,
e a miotonia, que é a crescente e involuntária contração de fibras
musculares.
0 Orgasmo
Esta é a última Fase do Ciclo da
Resposta Sexual. O orgasmo, o êxtase, o gozo ou ápice de prazer é
atingido quando ocorre a liberação total das tensões antes retidas,
acompanhada de uma contração muscular rítmica. Nos homens observa-se a
ejaculação. Acompanha-se de todo esse processo, a sensação subjetiva de
profundo prazer.
Após o orgasmo, o homem tem o que se chama de
Período Refratário, fenômeno este não identificado nas mulheres. É um
tempo de relaxamento necessário para que ele possa reiniciar novamente a
atividade sexual. Nos jovens esse período pode ser de segundos, nos
mais velhos, de horas a dias.
0 Orgasmos Múltiplos
Definem-se Orgasmos Múltiplos aqueles picos
orgasmos (de prazer) que ocorrem em seqüência, um imediatamente após o
outro sem interrupção alguma. Logo, os orgasmos múltiplos não ocorrem
nos homens, pois estes apresentam o período refratário, que é um
impedimento fisiológico. Mesmo nas mulheres, não é um fenômeno muito
freqüente.
O orgasmo feminino é muito complexo e não
apresenta somente um padrão. Pode ocorrer um único e intenso orgasmo,
vários orgasmos de menor intensidade ou uma união dessas duas variações.
É também comum a mulher confundir a sensação prazeirosa após o coito
como se estivesse experimentando novos orgasmos.
Para o homem é difícil detectar se sua parceira
teve vários orgasmos, principalmente se estes últimos não foram tão
intensos. Por vezes percebem o orgasmo feminino pelo súbito aumento de
contrações da vagina pressionando o próprio pênis. Em outras ocasiões,
podem ser vítimas de um comportamento não recomendável por parte das
mulheres que é a simulação do prazer. Parceiras que simulam o orgasmo
tendem apenas a trazer complicações ao ajuste sexual do casal.
Os Múltiplos Orgasmos não são a regra geral e
não definem por si só se a mulher tem mais, ou não, prazer quando
comparada a outras com um único orgasmo. Também não se sabe se há alguma
predisposição biológica ou emocional a apresentar tal tipo de resposta
sexual. O mito diz que a mulher multiorgásmica é mais fogosa e pode dar
maior prazer ao homem, mas não há nenhuma evidência que comprove tal
teoria, até porque muitas simulam o prazer sem a percepção do parceiro. O
maior prazer do homem frente as supostas mulheres multiorgásmicas está,
em grande parte, associado a fantasias de ele próprio ser um "super
macho" capaz de levar a mulher às alturas no domínio do prazer.

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